quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ethno Brand

A Construção de Marcas Fortes e Organizações Saudáveis começa pelas RAÍZES subjacentes.

Com um enfoque fundamentalmente Antropológico, por isso Ethno Brand, analisamos o entrançado sociocultural da qual a Marca emerge, assegurando assim sua coerência e fortaleza interna e externa de representação.

A RAIZ ou ETHNO BRAND está composta pelos seguintes serviços:

ORGANIZATIONAL NETWORK ANALYSIS: tornando visível a comunicação invisível

Organizational Network Analysis (ONA), também conhecido como mapeamento de redes humanas, é uma poderosa metodologia de análise visual e quantitativa das redes de relações entre indivíduos, grupos ou organizações, e suas estruturas emergentes.

Como se fosse um Raio-X, desvenda as estruturas da comunicação informal e os comportamentos dos atores que a compõem.

Partindo da disposição racional e hierárquica da Comunicação - representada pelo Organograma Formal - a aplicação de Questionários web-based, tratados com softwares específicos e complementados com entrevistas em profundidade e observação direta - é possível visualizar as redes de: fluxo de informação, inovação, confiança, energia, e conhecimento do cliente; entre os colaboradores de uma, ou várias organizações, e entre colaboradores e seus diversos pontos de contato (Stakeholders).
A partir deste mapeamento (visual e quantitativo) é possível aprimorar a Saúde Organizacional, entendida aqui como o aumento dos índices de colaboração, confiança e inovação.

Algumas aplicações:

Diagnosticar a conectividade individual e do grupo; desenvolver a conectividade intra- interdepartamental; desenvolver a conectividade com stakeholders;
desenvolver a inovação e aprendizagem organizacional;
gerenciar as redes pessoais dos líderes;
mapear a diversidade organizacional;
facilitar processos de fusão, aquisição e mudanças estruturais;
monitorar projetos intra e iner-organizacionais.

ORGANIZATIONAL CULTURAL ANALYSIS: Decifrando a Cultura Organizacional

Compreender a cultura organizacional é fundamental para a integração interna e adaptação externa da organização, sendo o maior desafio que novos projetos encontram na sua execução e tomada de decisões. Através de uma abordagem etnográfica, diagnosticamos a cultura organizacional e ajudamos a fortalecê-la, tornando-a mais cooperativa, interconectada e alinhada com sua identidade organizacional.

Desenvolver uma Cultura Organizacional Forte, e por sua vez flexível, é um passo fundamental para sustentar uma Marca Forte.

Algumas aplicações de OCA:

caracterizar aspectos chaves da cultura organizacional;
formular conjuntamente um modelo referencial estratégico da cultura organizacional desejada;
definir-redefinir colaborativamente a identidade organizacional;
definir-redefinir colaborativamente a missão por setores;
diagnosticar o clima organizacional;
analisar o turn-over organizacional;
facilitar mudanças culturais em processos de fusão, aquisição e mudanças estruturais.

CONSUMER INSIGHT LAB: Compreendendo o Consumo e suas Tendências.

Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas sobre Comportamento do Consumidor e Tendências de Consumo, com foco no desenvolvimento de soluções e estratégias inovadoras aplicadas ao mercado.

Um verdadeiro think tank de produção de conhecimento e inovação, onde utilizamos os mais elevados e inovadores conceitos científicos aplicados ao desenvolvimento de estudos e pesquisas no universo do consumo.

Da Antropologia do Consumo ao estudo de Macro e Micro Tendências de mercado, passando pela Análise de Redes Sociais, Macroeconomia, Semiótica, Text Mining & Opinion Mining, Ciências Cognitivas e da Complexidade até a análise da Cultura Material e da Cultura Digital, o CIL promove o mais eficiente padrão de investigação e análise do universo do consumo com ferramentas científicas, adequadas ao timing, recursos financeiros e necessidades do mercado.

STAKEHOLDERS PERCEPTIONS: visão 360 das inter-relações com a Marca. Analisamos as percepções emergentes que os Stakeholders possuem sobre a Marca através de: Web Based Survey; entrevistas em profundidade; observação e observação participante. Outputs:

Mapa cognitivo das categorias de imagem (Percepções Emergentes) que os principais Stakeholders possuem sobre a Marca
Recomendações para aprimoramento das inter-relações e comunicação.

PLAYERS ANALYSIS: Conhecendo os principais players do mercado

Para compreendermos o ambiente em que a Marca se insere, atuamos com três linhas de Pesquisa:

Players Content Analysis: analisamos o Posicionamento divulgado pelos principais Players, nas Campanhas de Marketing e Clipping;
Players Perception Analysis: através de Entrevistas em Profundidade e Questionários semi-estruturados com os Stakeholders, captamos as categoriais de percepções de Imagem sobre os principais Players de Mercado;
Market Analysis: analisamos os principais indicadores mercadológicos do segmento atuante

Relationship Branding

Estamos diante de um novo paradigma que transfere o foco da gestão por canais e meios de comunicação para a Gestão Relacional, baseada no conceito de Rede. Através da qual a forma de comunicar e interagir unilateral e controlada (que parte da Organização para os canais, sem muita reciprocidade) cede lugar a uma comunicação cada vez mais colaborativa, descentralizada e bilateral.

BRAND RELATIONSHIP MANAGEMENT, ou BRM, é um conceito novo, que definimos como a capacidade da Marca gerar experiências alinhadas com as expectativas de valor dos Stakeholders.

BRM representa a Copa de Tree Branding, a fase na qual promovemos o desenvolvimento e o alinhamento da Comunicação e da Interconectividade, dentro e fora da organização; para cada ponto de contato com a Marca, visando à criação e reforço de seu valor. BRM é composta pelos seguintes serviços:

INTERCONNECTIVITY DEVELOPMENT: visamos aprimorar a cooperação, inovação e aprendizagem organizacional através da construção colaborativa e dinâmica de conhecimento dentro e fora da organização, através de:

Sistemas de Gestão de Conteúdo (Wikis, Blogs, Fóruns e Social Networks): comunicando e construindo conhecimento de maneira colaborativa e dinâmica.
Comunidades de Prática (CoP): formalizando, retendo e disseminando conhecimento.
Networking Workshops: desenvolvendo redes de alto rendimento.

ENDOBRANDING: disseminação do tronco da Marca, que devido processo emergente e participativo de construção da Marca, suas ações acontecem de maneira mais natural, assegurando assim o êxito da internalização e identificação por parte do capital humano. São exemplos de ações:

criar comunidade de prática (COP);
utilizar os canais de Comunicação Interna para disseminação;
desenvolver atividades de Integração e Jogos Cooperativos.

MARKETING PARTNER ALIGNMENT: alinhamento da comunicação institucional com a identidade da Marca. Para tanto, realizamos o alinhamento dos parceiros de marketing - agências de publicidade, comunicação, assessoria de imprensa/RP, web designer, entre outros. Exemplos de ações:

envolvimento dos parceiros na construção da Marca (BRAND BUILDING);
treinamento para disseminação do Visual Identity Guide e principais resultados (divulgáveis) da etapa de ETHNO BRAND;
coordenação de jobs específicos & direcionamento criativo.

VISUAL IDENTITY GUIDE: guia de recomendações sobre o uso correto dos elementos visuais que compõem a Marca, objetivando homogeneizar e unificar a comunicação visual da Marca.

CORPORATE IDENTITY SYSTEM: definição e aplicação da identidade da Marca: papelaria, cartão visitas, murais, sinalização, etc.

CORPORATE COMMUNICATION GUIDE: guia que ajuda a materializar os canais e seus públicos de relacionamento, conscientizando sobre o papel central da comunicação organizacional.

É customizável de acordo aos interesses de cada organização, podendo contemplar aspectos tanto da comunicação Informal como da cultura organizacional; contribuindo, desta forma, entre outros, no processo de Integração de novos colaboradores.
BRAND BOOK: instrumento estratégico de gestão da Marca, orientado aos decisores da organização, que sintetiza os principais resultados das etapas: ETHNO BRAND E BRAND BUILDING. Seus objetivos são:

institucionalizar o Tronco da Marca;
mostrar a abrangência e importância dos vínculos estabelecidos entre a organização e seus públicos de interesse;
ajudar a desenvolver uma cultura organizacional orientada á Marca.

EVENTS PROJECT COORDINATION: direcionamento criativo, acompanhamento do ciclo do evento e pesquisa de impacto da imagem apresentada durante feiras e eventos.

CLIPPING ANALYSIS: informes contendo Mapas cognitivos que sintetizam o canal, a freqüência e os vínculos estabelecidos entre as key Messages & Key Concepts veiculados, num determinado período.

Fonte: Threebranding

Brand Awareness

Costumo ir ao supermercado uma vez a cada quinze dias. As vezes passo até mais tempo sem fazer compras. Na rotina de uma grande metrópole como São Paulo, em que se almoça e se janta fora de casa na maior parte da semana, um casal sem filhos em que ambos trabalham consegue adaptar sua rotina para abastecer a casa a cada quinze dias ou mais. Este é o meu caso.

Vale ressaltar que o meu papel quando estou no supermercado, se resume a comprar itens como castanhas, isotônicos, água com gás, bebidas e queijos. Deixo que minha esposa se encarrega dos itens básicos do lar.

Entretando, em uma determinada ocasião por uma exceção, tive de ir ao supermercado sozinho fazer as compras da quinzena. Mas por precaução, fizeram uma lista para que eu não esquecesse nada.

Assim que entrei no Pão-de-Açúcar, avistei as frutas. Já pararam para pensar que as frutas não tem marca! Você escolhe uma banana prata ou uma maça chilena, mas nunca sabe o nome do produtor. Se há alguma marca de banana e maça, meu conhecimento desta marca é nulo (Unaware of Brand).

Bom, peguei as bananas e maçãs e rumei em direção aos laticínios. Na minha lista de compras havia iogurtes, mas sem menção de sabor ou marca. Tive de tomar uma decisão baseada na minha memória e associações mentais construídas. As marcas que eu lembrava eram Danone e Batavo. Peguei os iogurtes Danone. Para mim Danone é uma marca familiar, me lembra a imagem de uma familia saudável, de bons hábitos e por isso Danone deve ter bons produtos. (Brand Recall). Não me lembro de uma propaganda da Batavo.

Chegou a hora de comprar o arroz. Não me lembrava de alguma vez ter comprado arroz. Ou pelo menos decidido qual arroz escolher. Neste momento ficou a dúvida e tive que olhar todas as opções disponíves. Chegando perto, vi o nome de muitas marcas pela primeira vez. Mas uma logo de chamou a atenção e me senti confortável em pegar: Reconheci a Tio João. (Brand Recognition)

Depois de ter colocado outros itens no carrinho e chegando ao fim da lista de compras, li a palavra Omo. Não estava escrito sabão em pó Omo. Só havia Omo. A marca é tão forte que não precisa nem mencionar a categoria. Isso é excelente (Top-of-mind). Esta compra foi fácil.

Importante notar que em nenhum momento minha compra estava baseada no menor preço de cada produto. Voltando para casa, todos os produtos agradaram.

No exemplo verídico acima, passamos rapidamente pelo conceito de Brand Awareness e procurei ilustrar os quatro níveis de Awarness descritos por David Aaker em seu livro Managing Brand Equity.

Brand Awareness é a capacidade de um potencial comprador reconhecer que uma marca é membro de uma categoria de produtos. Seus quatro níveis são:

Unaware of Brand: Ex: Se mostrarem vários nomes de marcas de leite e perguntarem quais marcas você conhece? Se sua resposta for o total desconhecimento, não há Awareness.

Brand Recognition: Se quando feita a mesma pergunta acima, nomes como Parmalat, Leco ou Vigor forem mencionados, há um reconhecimento.

Brand Recall: Se for perguntado, quais as marcas de óleo de cozinha que você conhece (sem mostrar nenhuma marca) e você responder uma ou mais.

Top-of-mind: A marca que mais for lembrada por diferentes pessoas, quando feita a pergunta acima.

A importância do Brand Awareness é influenciar a sua decisão de compra. Mas como aumentar o brand awareness? Uma das respostas é fazendo uma campanha de anúncios de forma recorrente.

Da próxima vez que for ao supermercado, fique de olho nas marcas!

Fonte: arimaweb

domingo, 2 de maio de 2010

Marketing social

O QUE É MARKETING SOCIAL?

Marketing Social é a gestão estratégica do processo de inovações sociais a partir da adoção de comportamentos, atitudes e práticas individuais e coletivas, orientadas por preceitos éticos, fundamentados nos direitos humanos e na equidade social.

O termo é empregado para descrever o uso sistemático de princípios e técnicas orientadas para promover aceitação de uma causa ou idéia. Tem como objetivo principal transformar a maneira pela qual um determinado público-adotante percebe uma questão social e promover mudanças comportamentais visando melhorar a qualidade de vida de um segmento populacional.

O Marketing Social apropria-se de conhecimentos e técnicas mercadológicas, adaptando-se à promoção do bem estar social. Trabalha-se com objetivos claramente definidos, metas mensuráveis, pesquisas e avaliações quantitativas e qualitativas, além de desenvolvimento de tecnologias sociais para segmentos específicos. Busca posicionar na mente dos adotantes as inovações sociais que pretende introduzir, implementa estratégias, cria, planeja e executa campanhas de comunicação para satisfazer necessidades que não estão sendo atendidas, estabelecendo novos paradigmas sociais.

A maioria das intervenções na área social ainda são realizadas em caráter assistencialista e baseadas em uma ótica de necessidades específicas de certas populações. O desenvolvimento, a aplicação e a disseminação de novas metodologias para o trabalho na área social são insumos fundamentais para fomentar o estabelecimento e a implantação de políticas mais coerentes com a realidade das comunidades.

A utilização de conceitos sobre mercado social, pode ser um importante instrumento de trabalho, pois utiliza ferramentas que podem permitir mudanças na forma de atuação na área e na potencialização de seus resultados na sua atuação com as políticas públicas.

Um dos mecanismos importantes para permitir o conhecimento e a adoção de conceitos para atuação no Mercado Social é a circulação e a elaboração de conteúdos científicos e teóricos e o intercâmbio de experiências práticas sobre o tema. Já estão sendo desenvolvidos no Brasil, cursos de Marketing Social, voltados para uma visão adaptada à realidade do Mercado Social. Mas outros mecanismos de difusão desses conceitos precisam ser estimulados

Definições de marketing social

“Marketing social é a modalidade de ação mercadológica institucional que tem como objetivo principal atenuar ou eliminar os problemas sociais, as carências da sociedade relacionadas principalmente às questões de higiene e saúde pública, de trabalho, educação, habitação, transportes e nutrição”.

VAZ, Gil Nuno

Marketing Institucional: O Mercado de Idéias e Imagens

São Paulo, Pioneira, 1995, p. 280.

“O termo marketing social apareceu pela primeira em 1971, para descrever o uso de princípios e técnicas de marketing para a promoção de uma causa, idéia ou comportamento social. Desde então, passou a significar uma tecnologia de gestão da mudança social, associada ao projeto, implantação e controle de programas voltados para o aumento da disposição de aceitação de uma idéia ou prática social em um ou mais grupos de adotantes escolhidos como alvo”.

KOTLER, Philip e ROBERTO, Eduardo

Marketing Social: Estratégias Para Alterar o Comportamento Público

Rio de Janeiro, Campus, 1a. ed., 1992, p. 25.

“Os programas baseados no marketing social são trabalhos cuidadosos de pesquisa, que procuram encontrar a raiz do problema social, identificando-se os focos de resistência a uma mudança (comportamental) e, então, definindo um planejamento de apresentação das idéias, de formulação das propostas e de preparação da estrutura necessária para dar sustentação à campanha”.

VAZ, Gil Nuno

Marketing Institucional: O Mercado de Idéias e Imagens

São Paulo, Pioneira, 1995, p. 281.

“O marketing social cria e administra todo o processo, cujas ações e resultados passam a construir valores que se agregam aos produtos. O assistencialismo, mesmo se efetuado de forma sistemática, pouco agrega ao conceito da empresa, pois ela não gerencia nem detém a autoria e o controle do processo”.

KOZEL JÚNIOR, José

O Top do Marketing Brasileiro

São Paulo, Scipione, 1a. ed., 1997, p. 214.

“Marketing social é uma estratégia de mudança de comportamento. Ele combina os melhores elementos das abordagens tradicionais da mudança social num esquema integrado de planejamento e ação, além de aproveitar os avanços na tecnologia das comunicações e na capacidade do marketing”.

KOTLER, Philip e ROBERTO, Eduardo

Marketing Social: Estratégias Para Alterar o Comportamento Público

Rio de Janeiro, Campus, 1a. ed., 1992, p. 25.

Fonte: Socialtec

Marketing e vendas, qual a diferença?

É comum encontrarmos empresas onde dizem que Marketing é o mesmo que vendas. Profundo engano! Vendas é um produto a mais do Marketing.

É claro que Marketing prepara e desperta os desejos latentes do consumidor através de promoções, eventos, propaganda, embalagem, etc., deixa o cliente de braços abertos para a área de vendas. Toda estratégia de Marketing bem planejada, traz aumento na produtividade de vendas, mas é um engano achar que Marketing é só isso.

Engano maior é achar que Marketing é um departamento. Explico: Marketing é toda a empresa, todos os departamentos devem estar envolvidos com Marketing, ou seja, toda a empresa deve ter como alvo a satisfação do cliente e estar de olho na concorrência e no que rola no mercado. As metas e objetivos planejados devem ser de conhecimento de todos na empresa e, todos devem doar sua parcela de contribuição para o alcance dos objetivos. O Marketing Administrativo deve estar presente e eficiente nas empresas, porém neste momento vamos nos concentrar na relação que existe entre Marketing e Vendas.

A função de Marketing é identificar os grupos de clientes em potencial; sem Marketing a empresa não terá clientes em potencial. A função de Vendas é o contato um a um com estes clientes em potencial; sem Vendas a base de dados de clientes em potencial não é produtiva e não gera receita. Marketing é tudo o que você faz para despertar os desejos nos clientes, é alcançar e conquistar nichos de mercado. Vendas deve, no contato individualizado, detectar todas as possibilidades de negócios com estes clientes dos nichos alcançados por Marketing e assegurar que estes negócios serão fechados e o cliente surpreendido na satisfação.

Marketing e Vendas são necessários para o sucesso de qualquer empresa. Você não faz Marketing sem Vendas e vice-versa. Combinar estrategicamente os esforços de ambas as áreas é essencial para o crescimento de qualquer empresa, porém se os dois não estiverem alinhavados e alinhados o contrário também é verdade.

As empresas devem ter consciência de que já não basta a figura do “marketeiro” criativo, é necessário o profissional que além de criativo, sabe fazer contas, é relações públicas, sabe comunicar-se, gosta de pesquisar e sabe vender, assim como a figura do vendedor “tirador de pedidos” já não basta para a empresa, é necessário o profissional de alto desempenho, que sabe negociar, sabe comunicar-se, sabe identificar as reais necessidades dos clientes e sabe seduzir quando vende.

Autor: Marco Antonio Meira - Consultor de Marketing e Vendas

sábado, 1 de maio de 2010

Posicionamento "Gay Friendly"

Todos sabem que o mercado imobiliário não para de crescer no Brasil, fruto das baixas taxas de juros e financiamentos acessíveis às novas classes sociais. É um fenômeno econômico que aconteceu no México, Chile, Espanha e agora se consolida por aqui. Nessa onda, surge o público GLBT - que já representa 14% da população brasileira - e apresenta-se como uma oportunidade interessantíssima para o segmento.

Desde 2003, a construtora Tecnisa adota um posicionamento Gay Friendly - algo tão novo quanto previsível -, e o que é símbolo de preconceito para uns, é negócio lucrativo para outros. Mas apesar de se entender que trata-se de um público com alto poder aquisitivo e exigente com os detalhes, deve-se adotar um cuidado redobrado na concepção dos produtos e, principalmente, nos esforços de relacionamento. Denílson Novelli, gerente de e-business da Tecnisa, destaca que a marca não busca oferecer um empreendimento cor-de-rosa. O público gay é, antes de tudo, inteligente, por isso, a empresa busca a customização dos apartamentos de acordo com os desejos desses consumidores.

Já o Marketing, bem, o Marketing exige ainda mais sutileza na abordagem - desde o treinamento da equipe de contato com o cliente até o anúncio que sai na revista. É um cuidado que ainda vira-se para o público heterossexual, que tende a não aceitar bem o fato de adquirir o produto de uma marca 100% gay. Pelo que tenho visto, esse não parece ser o caso da Tecnisa, que apesar do apelo, tem apenas 12% das vendas vindas desse novo público. A questão é que a estratégia já rende frutos, e o posicionamento inovador dentro de um segmento tão tradicional já foi até citado em um dos livros de Philip Kotler: Princípios de Marketing.






O anúncio acima exemplifica bem esse posicionamento, e apesar de pecar levemente nos conceitos, já demonstra que a receptividade das pessoas em cima do assunto mudou. Lembro quando comentei, em 2007, neste mesmo blog, uma polêmica campanha da Duloren, que mostrava o beijo na boca entre pessoas do mesmo sexo. A mesma campanha, hoje, ganha ares menos perplexos. As pessoas tendem a se acostumar com tudo, até mesmo com o que contraria regras construídas durante vários e vários séculos. Tudo em nome dos negócios, diga-se de passagem.

Marketing de relacionamento

É comum ouvirmos falar em CRM (Customer Relationship Management), Marketing one-to-one, e em marketing de relacionamento como se fossem ferramentas distintas, porém, todas fazem parte de um mesmo conjunto de estratégias que visam a gestão do relacionamento entre uma empresa e seus stakeholders (clientes, colaboradores, investidores, fornecedores, comunidade, governo e demais indivíduos que mantenham qualquer forma de relação comercial ou profissional com a organização).

O objetivo principal do marketing de relacionamento é construir e/ou aumentar a percepção de valor da marca, de seus produtos e serviços, e a rentabilidade da empresa ao longo do tempo a partir de estratégias de comunicação e de relacionamento propriamente dito com todos os seus stakeholders, integrando suas ações, desde o projeto de um produto ou serviço, desenvolvimento de processos, venda e pós-venda.

Administrar o relacionamento com o cliente serve para que a empresa adquira vantagem competitiva e se destaque diante da concorrência. O objetivo maior torna-se manter o cliente através da confiança, credibilidade e a sensação de segurança transmitida pela organização, construindo relacionamentos duradouros que contribuam para o aumento do desempenho para resultados sustentáveis.

De maneira geral, o processo deve se iniciar com a segmentação correta do cliente, a identificação de suas necessidades, a definição dos produtos e/ou serviços que serão oferecidos, a busca da melhor relação custo/benefício, além da formação de funcionários motivados e capacitados a atender estes clientes adequadamente. É também necessário entender qual o valor de cada cliente para a organização, para não correr o risco de oferecer benefícios iguais para clientes desiguais.

A partir da definição de estratégias de relacionamento, ou da formulação de uma política de relacionamento, a empresa pode desenvolver ações personalizadas a todos os seus públicos, em especial para seus clientes, fazendo que os mesmos tenham motivações diferenciadas para aumentar seu ticket-médio e sua freqüência de compra, e também para transformá-los em propagandistas de sua marca, recomendando-a também para suas redes de contatos.

É neste momento que entram os sistemas e softwares de CRM, que constantemente são confundidos com a estratégia de gestão de clientes. Estes softwares são bancos de dados de marketing (DataBase Marketing)em>, feitos sob mediada para uma eficaz gestão de sua carteira de clientes.

Explorar as informações sobre consumidores é imprescindível para a realização do marketing de relacionamento, desta forma, todos os funcionários ou colaboradores da organização que tem algum contato com seus clientes devem estar devidamente preparados para coletar e trabalhar os dados dos mesmos, para que possam ser analisados pelos gestores comerciais e de marketing e transformados em estratégias de valor.
A captação de informações sobre seus stakeholders deve ser feita com muita cautela, pois cada vez mais as pessoas estão sentindo-se invadidas em sua privacidade, pois são obrigados a preencher intermináveis formulários, onde as organizações buscam extrair ao máximo os dados sobre seu perfil. Limite-se a consultar as informações que realmente são relevantes para o processo de venda, e faça isto passo-a-passo ao longo do relacionamento com o cliente.

Todas as pesquisas apontam que o a ênfase do mercado está voltada a customização, diferenciação, inovação e principalmente ao relacionamento de valor. O marketing individualizado e personalizado permite um grande diferencial competitivo, principalmente por que desta forma a organização pode entender melhor seu mercado e antecipar-se as ações da concorrência.

Outra grande tendência é a do atendimento personalizado. Detalhes na relação entre vendedor e cliente podem fazer a grande diferença, por isso, oferecer mais do que o esperado, surpreender, é extremamente importante para que as diferenciações sejam notadas e para que os clientes se tornem cada vez mais propensos a adquirir seus produtos ou serviços. Estamos entrando em uma era em que as pessoas não compram mais produtos e serviços, compram sim excelência no atendimento, benefícios, status e exclusividade, e sua empresa só poderá oferecer isto utilizando da melhor forma possível as estratégias do marketing de relacionamento.


Fonte: Gestordemarketing